Adeus!

17:55:00

Você será lembrado quando eu sorrir serenamente. Quando eu lembrar que fui amada de verdade, com carinho e respeito.

Lembrarei de você quando me calar diante de situações. Quando sentir que aprendi esse pedaço de sabedoria.

Lembrarei de você quando a chama do incenso arder, e lembrarei com amor e felicidade quando me recordar do dia em que nos sentamos em frente ao lago e você me mostrou como meditar.

Sua calma foi minha paz; sua paciência, o meu norte, Obrigada! Você fez seu melhor e me acolheu em minha fragilidade e imperfeição. Você me deu motivo para acreditar num amor de sossego e paz. Gratidão!

Levo um pedacinho de você comigo. Um pedacinho de amor e pureza, feito uma criança. 

13:34:00

Revirando velhos papeis, reencontrei o meu velho papel. Não um bonito, branco, cheio de promessa de um começo lindo e cheio de cor e respiro. Era o velho, aquele manchado, tingido de vermelho, de palavras amargas e sentimentos tão, mas tão contraditórios.

Eu me relia naquele velho conjunto de pequenos erros; eu me revia por aquela lente. Eu era como uma tinta forte que aos poucos foi perdendo a força e a beleza no ato de escrever. Eu fui, em muitos momentos, uma caligrafia torta, quase insana, talvez.

E mesmo assim, torta, quase fraca e inconstante, bem, eu estava ali... ali, escrita, inserida no velho papel, mantendo minhas palavras, alguma história.


08:25:00

"Enfrentar sofrimentos contribuirá indiscutivelmente para a elevação de sua prática espiritual, desde que você seja capaz de transformar a calamidade e o infortúnio em caminho." (Dalai Lama - Palavras de Sabedoria)

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Nem todos os dias você vai se levantar bem, ou sentindo que pode realmente conquistar "o mundo". Sim, aquele mundo que você acalenta dentro de si (e talvez há muitos anos). Acostume-se também com o fato de que podemos ter muita gente ao redor, mas as lutas sempre vão nos pertencer. Nem todos os sóis lhe serão favoráveis ou alegres.

Nem sempre você sentirá que vai conseguir. Outras tantas você pode achar que só você está remando, fazendo o esforço para carregar alguns mundos em suas costas. São tantas as sensações. São tantos os dias que faltam força e coragem.

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Enfrente os infortúnios; suspire de cansaço, mas nunca se deixe abater. 

12:03:00

Escrevo e apago, escrevo e apago. Enquanto apago, afogo o que me agonia, o que me tira o apetite. Enquanto escrevo, revivo os pequenos fantasmas que ainda rondam. Escrever é também um ato de dor. Apagar é um ato fantasmagórico de se curar.

13:38:00

Os olhos que cruzam sabem exatamente o que os olhos que são fitados dizem. Nada passa despercebido aos olhos de quem está sempre atento, sempre procurando por sinais. Os olhos lhe falam algo. Eles sabem o que dizer, como dizer, o que sentir.

Os dizeres também não lhe escapam. Cada palavra não dita está lá, pairando sobre as frases e orações jogadas. Cada silêncio tem seu significado. Dependendo do tempo do silenciar, um dizer, um sentir. Mas isso não lhe escapa, pois sabe ler as entrelinhas.

Os gestos também lhe dão as cartas do jogo. Sabendo quando um ar de expectativa é lançado; quando o desejo vem e transborda o coração. Nada disso lhe é estranho; tudo, por mais sutil, é notado, compreendido, mesmo antes de saber disso.

Por fim, a voz, o som melodioso com o qual as palavras caem dos lábios. Como poderia não ser notado? Como poderia não perceber o que se diz?! 

Nada foge ao seu olhar atento. Raro, porém ainda existente por aí. 




15:33:00

Perdi as contas de quantas vezes passei noites em claro; de quantas xícaras de café me fizeram companhia. Eu perdi as contas de quantas vezes desejei, lutei, esbravejei... em minha cabeça. Eu perdi as contas. Eu perdi minha mente. 

08:24:00

E eu me apaixonei pela tranquilidade dele; pelo tom de voz gostoso de ouvir e pela calma que cada palavrinha que sai dele gera. Eu me apaixonei porque era inevitável. Ele é um gostoso afago do sol em meus cabelos; ele é aquela brisa calma da beira-mar.