Tenho visto muitas coisas por aà sobre responsabilidade afetiva.
Não sou expert no assunto, mas eu gostaria de falar sobre, afinal, como parte de um enorme grupo, também já estive naquela posição desgastante de se doar e receber atitudes vazias ou completamente gélidas.
Veja bem, não estamos falando que uma pessoa é obrigada a gostar de você, até porque isso nem existe, mas mesmo que fosse possÃvel, ela deve ter a escolha, é claro. O que estou falando, ponderando com o pouquinho de experiência que tenho é que, apesar disso, se você escolhe se relacionar com alguém, seja por uma noite, seja por meses, não seja um cuzão ou uma cuzona com o outro.
Por que se fantasiar, esconder suas reais intenções? Ou, então, para que tratar uma pessoa com pontas de desprezo, formando vácuos que estão além daqueles dos vácuos de whatsapp ou messenger? O que se ganha com isso? É alguma forma de se autoafirmar neste mundinho egoÃsta?
Por que não adotar uma postura mais responsável com o outro? Vivemos um século que se fala tanto em empatia também. Você não é obrigado (a) a estar com alguém, mas, se por algum motivo estiver, respeite-a, seja sincero (a); dê a essa pessoa um tratamento humano. Se você não quiser mais estar, tudo bem; você é livre, sempre. Mas faça isso com dignidade, tanto para a pessoa quanto para você. As pessoas não são copos de cerveja descartáveis. Idiota dizer isso, mas às vezes me parece que é
o letreiro que falta ficar piscando na cara de muita gente.
Responsabilidade afetiva não se trata de ficar, mas sim de estar ou de ir com honestidade, com empatia, com sinceridade. Lembre-se que expectativas também são criadas a partir do que você fala, ou não fala, do que você faz, ou deixa de fazer.
Não se trata de iludir com algum gestinho ou palavrinha bonitinha para "confortar" alguém (pelo amor Jah... não seja esse cu em forma de gente). Mas se trata de olhar com respeito para quem está a sua frente e dizer que não pode ou não quer estar.
A quem ainda vai atrás, envolvido num manto de gostar e de se deixar pra depois, eu me lembro de uma tirinha que vi esses dias na internet, que diz que ninguém nos obriga a correr atrás de ninguém, e que da mesma forma como decidimos correr, também podemos nos decidir a parar de correr. Pare de correr. Decida-se por você. Pelo seu bem-estar. Pode doer um pouco no começo, mas é o caminho. E digo mais: é libertador.
Tenha responsabilidade por si mesmo (a).
