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Revirando velhos papeis, reencontrei o meu velho papel. Não um bonito, branco, cheio de promessa de um começo lindo e cheio de cor e respiro. Era o velho, aquele manchado, tingido de vermelho, de palavras amargas e sentimentos tão, mas tão contraditórios.

Eu me relia naquele velho conjunto de pequenos erros; eu me revia por aquela lente. Eu era como uma tinta forte que aos poucos foi perdendo a força e a beleza no ato de escrever. Eu fui, em muitos momentos, uma caligrafia torta, quase insana, talvez.

E mesmo assim, torta, quase fraca e inconstante, bem, eu estava ali... ali, escrita, inserida no velho papel, mantendo minhas palavras, alguma história.


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