Eu me amo e me respeito. Amo cada pedaço meu. Amo meu corpo como um todo. Adoro minhas estrias que indicam que eu cresci rápido (apesar de não ver muita altura); amo meus dedos longos e finos, que minha mãe insiste em dizer que são de pianista; adoro minhas pintas, que existem em demasia, acho; amo de paixão meu cabelo castanho, que durante todos esses 28 anos me acompanha grande, pequeno, na cor original ou não, mas que ainda me causa certa birra com seu volume e ignora meus gestos; amo meu fÃsico singelo, que pode soar apático, mas tem garra de leão.
Adoro quando estou em movimento causado pela dança e me vejo responder ao que um dia achei quase impossÃvel; adoro quando meu quadril me permite representar a batida de uma música, o embalo de algum paÃs; adoro ver como eu respondo a mim quando estou em transe.
Me amo muito pelo que sou, pelo que conquistei em nÃvel de ser. Amo o fato de ser observadora e quieta; amo o coração que tenho; amo o amor que há em mim; amo minha entrega, minha lealdade; amo minha honestidade, quem sou e de onde vim. Amo demais a ideia de tudo que posso ser; de tudo que posso conquistar por meio de minha força. Amo a ideia de que estou sempre em construção, atrás de algum ideal e aprendendo com a vida que me foi dada. Amo o que sou e ninguém pode me fazer ver diferente disso.
Se me amo, se me aceito, eu me compreendo e traço meu caminho por este mundo. Se me amo, se me aceito, eu simplesmente sou. E mais nada.

