13:34:00

Revirando velhos papeis, reencontrei o meu velho papel. Não um bonito, branco, cheio de promessa de um começo lindo e cheio de cor e respiro. Era o velho, aquele manchado, tingido de vermelho, de palavras amargas e sentimentos tão, mas tão contraditórios.

Eu me relia naquele velho conjunto de pequenos erros; eu me revia por aquela lente. Eu era como uma tinta forte que aos poucos foi perdendo a força e a beleza no ato de escrever. Eu fui, em muitos momentos, uma caligrafia torta, quase insana, talvez.

E mesmo assim, torta, quase fraca e inconstante, bem, eu estava ali... ali, escrita, inserida no velho papel, mantendo minhas palavras, alguma história.


08:25:00

"Enfrentar sofrimentos contribuirá indiscutivelmente para a elevação de sua prática espiritual, desde que você seja capaz de transformar a calamidade e o infortúnio em caminho." (Dalai Lama - Palavras de Sabedoria)

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Nem todos os dias você vai se levantar bem, ou sentindo que pode realmente conquistar "o mundo". Sim, aquele mundo que você acalenta dentro de si (e talvez há muitos anos). Acostume-se também com o fato de que podemos ter muita gente ao redor, mas as lutas sempre vão nos pertencer. Nem todos os sóis lhe serão favoráveis ou alegres.

Nem sempre você sentirá que vai conseguir. Outras tantas você pode achar que só você está remando, fazendo o esforço para carregar alguns mundos em suas costas. São tantas as sensações. São tantos os dias que faltam força e coragem.

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Enfrente os infortúnios; suspire de cansaço, mas nunca se deixe abater. 

12:03:00

Escrevo e apago, escrevo e apago. Enquanto apago, afogo o que me agonia, o que me tira o apetite. Enquanto escrevo, revivo os pequenos fantasmas que ainda rondam. Escrever é também um ato de dor. Apagar é um ato fantasmagórico de se curar.