18:03:00

Poderia dizer tanta coisa, afinal, esta banda esteve comigo lá na minha adolescência, quando tudo parece difícil demais. Poderia falar de como foi ganhar o Hybrid Theory de aniversário; como era sentir pulsando em mim a sonoridade e a voz de Chester. Poderia falar de como meu ensino médio foi regado por essas músicas e uma Bruna mais jovem, despreocupada, cantando com suas amigas pelo Cefetes. 

Não acompanhava mais a banda, praticamente, mas nunca deixei aquele passado, de fato, no passado. Chester foi um desconhecido, claro, mas era como um amigo de ensino médio que a gente não via há muito tempo. Por isso hoje se faz um dia triste para mim também. 

Sinto a perda de um talento, de alguém que fez sim parte da minha vida. Obrigada, cara! Só você sabia o tamanho de sua dor. Só você sabia o quanto custava lutar todo dia fodido. Tudo que desejo é que faça sua travessia com alguma paz!



10:42:00

Existe uma poesia não declamada nos olhos que veem além, que rodeiam a alma, que discutem o indiscutível, que dissecam o que está ali. Existe uma música inaudita nos olhos que vertem esperança, que constroem amor, que suplantam a dor. 

Existe um sentimento que aplaca os mistérios e eleva o que ainda sobrou no receptáculo de luz/sombra que habita cada peito. 

Todos os olhos podem ver, mas enxergar é uma dádiva. Todos os olhos podem se enviesar pelo sentir e jorrar feito uma fonte, mas dificilmente todos os olhos buscarão alento em meio ao próprio redemoinho de queda.

Que meus olhos transbordem; que eles sintam, que não me enganem. Que meus olhos sejam extensão do meu pulsar, do sentir que corre por essas veias falhas e datadas.