Há muito tempo não sentia e há muito procurava, mas agora se perdeu. Não foi culpa minha, nem dele; foi apenas a vida passando, nos rodeando, nos dando as mãos para nos desencontrarmos em seguida.
O que há de errado? Por que o que veio tão bom para mim precisa me ser retirado? Que pecados haveria eu cometido para uma vez mais me ver aqui, sentada, sem um gota salgada para deixar cair, sentindo a perda?
Meu coração, mais uma vez, se fere, mantém um luto de uma vida inconstante demais dentro de um ciclo de desamor.
O que eu queria, queria tanto, apareceu para mim, mas me foi recusado. Mais uma vez, cato as esperanças despedaçadas no chão, respiro fundo e espero.


