A vida é para evoluir

13:20:00

Entre tantas coisas que vêm da sabedoria da minha humilde mãe, muitas eu encontro por aí, pela vida. Sabe como é, a galera mais antiga gosta de um ditado, de uma frase de efeito, que sempre é usada naqueles momentos fortes, decisivos ou de puxões de orelha. Já ouvi muitas, muitas delas (muitas se repetiram também, viu?!).

Uma dessas afirmações dela me acompanha até hoje, principalmente quando um desafio surge em minha porta. Ela sempre me disse que nenhum problema surge em nosso caminho sem que tenhamos força para enfrentá-lo (ela não diz bem assim, mas a ideia é essa). Ou seja: a gente só recebe o que, em tese, pode suportar.

Isso sempre me fez pensar, e muito. Quem já não se deparou com aflições e tempestades e não julgou ser incapaz de continuar? Quem já não cansou de chorar quando uma dor invadiu a alma, paralisando a mente e o coração? Quem já achou que seria melhor fugir dessa realidade, dessa vida? Quantos já não se deram por vencidos e se deixaram morrer das mais diferentes formas? 

Então, se podemos sofrer tanto, mas tanto ao ponto de achar que não tem solução, como o que aquele ditado pode fazer sentido e ser real? Essa era sempre a pergunta que não saía da minha mente. Inquietava-me essa coisa contraditória. 

Mas aí a vida me deu algumas pequenas frestas, alguns apontamentos. Já conheci gente que sofreu o pão que o diabo amassou e cuspiu, seja com doenças bizarras e sem cura, ou com histórias de famílias tristes, sem volta e cheias de violência. Mas, mesmo assim, nesses casos e em tantos outros que existem por aí, essas mesmas pessoas se mantiveram firmes, o tanto quanto podiam, e lutaram para não morrerem em vida. A isso se costuma chamar de resiliência. 

Eu ouvi bravas histórias, que se estendem até os dias atuais. Vi o brilho da vontade de continuar, pois havia nessas pessoas a chama de que a vida não é só dor e dias escuros. Havia o pensamento de que com fé (seja em que for), força e amor no peito as coisas iriam se resolver, custasse o que tivesse que custar.

Minha experiência também contribuiu, é claro. Uma vez eu caí. Para mim, na minha forma de sentir, foi uma puta de uma queda. Sofri sim, por tempo angustiante e achando que não suportaria nem mais um momento. No entanto, voltei de lá. Quando isso aconteceu, lembrei da minha mãe. Eu havia suportado e vencido. 

Eu sei que existem infinitos problemas e tormentas nesta vida. Sei que existem coisas insuportáveis de sentir, de viver. Mas, ainda assim, mantenho a ideia da minha senhorinha. Será que não somos capazes de superar o que aparecer? Pense nisso. Pensar positivo não é bobagem. É um dos remédios.



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