Sem rumo. O mundo.

06:00:00

Sempre admirei aqueles homens e mulheres que, de uma hora para a outra, pegam suas coisas, reúnem coragem e trocados e vão conhecer alguma parte de algum lugar. Lembro de um amigo me contando, certa vez, algumas dessas pequenas aventuras. Sempre o considerei aquele perfil meio hippie, ligado à natureza, cheio de pensamentos de viver em comunidade, plantando alimento e cultura. Um cara que não esquenta com nada, que pega carona em beira de qualquer estrada e leva sempre consigo um violão. E lá se vai ele, tocando lindamente o clássico sisudo e o folclórico empolgante. Eu ficava encantada, pensando: quem sabe um dia não me aventuro assim? 

Anos mais tarde, comecei a pensar em, primeiro, conhecer melhor o meu estado, descendo o litoral dele, ao menos. Ainda não pus nada disso em prática. Penso que sempre fiquei esperando uma boa oportunidade. Mas, confesso, a boa oportunidade era, na verdade, a espera de uma companhia. Acho que não teria tanta coragem de parar no asfalto, fazer um sinal e esperar por um desconhecido. A realidade estraga demais muitas coisas.

De qualquer forma, ainda é um projeto e sei que a qualquer hora posso, mesmo na minha forma meio organizada e sem caronas, juntar minha mochila e uns panos e me jogar na estrada. 

Conhecer outros lugares me dá uma espécie de adrenalina. É como desbravar outros mundos, cores, cheiros, sabores, texturas e uma infinidade de outras coisas. E o melhor, é tão gostoso quando se recorda daquele lugar em que os pés tocaram. Às vezes vem aquele misto de nostalgia, alegria e, claro, vontade de pegar um avião de novo e rumar por aí. 

Quem sabe nas minhas próximas férias não faço algo assim? O mundo está aí para quem realmente o quer. Viajemos, então. 

Perdida no paraíso. 2014.



You Might Also Like

0 comentários