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Às vezes tenho impressão que me mutilo tentando ir além das minhas possibilidades, da minha capacidade do momento. Penso que eu me ponho naquele lugar, naquele em que testo meu eu, minhas virtudes e meus vícios. Acredito que me forçar, que cortar minha carne e meus desejos é uma forma de me elevar, de alcançar alguma salvação. Mas o que somos senão almas errantes e perdidas demais? Não há consolo em parte alguma.
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