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Este coração que vos fala por meio de outras formas conhece a saudade, aquela que invade o peito, entra, por vezes, sorrateiramente e, quando percebo, já faz em mim morada. Às vezes, ela vem suave, manifestando-se em numa lembrança de um beijo dócil, um abraço quentinho, ou um aconchego qualquer.
Mas o que seria deste coração se não fossem as vivências mais marcantes, aquelas que chegam ferozmente, arremessando tudo para o alto e enlouquecendo meu dia?! Ah, sim, essa já é minha velha amiga, apesar dos pesares. Essa saudade me faz pulsar, me faz desejar certos dias, certos toques e olhares. Essa saudade é aquela que deixa um gosto levemente amargo, que quase parece querer me partir, mas não o faz por medo de não ter mais uma morada. É aquela que causa certa falta de ar, que lança mão de infinitas palavras e suspiros. Ela pode ser cruel. Mas meu coração é forte. Aguenta, resiste, mas gosta.
A saudade representa mais histórias me construindo; flashes a serem guardados; perfumes, singelezas e nuances a serem revividos.
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