Obrigada!
08:56:00
Há muito tempo busco ser o mais grata possível. A tudo. Em absoluto. Tarefa simples e fácil? Não mesmo. Sou uma alma que apesar de não querer o mundo, está em constante conflito com desejos, sonhos e realidade, como a grande maioria da humanidade, imagino. Mas, experiências de minha vida têm me mostrado que tudo há um motivo. Há quem não acredite nisso e opte pelo acaso, ou qualquer coisa do gênero. Eu não. Não penso que viver é um jogo aleatório mas, também, não a vejo como um jogo de cartas marcadas. Seria fechar demais a amplitude dela.
Voltando às vivências... somos muito felizes e gratos quando algo positivo nos acontece, de modo inesperado ou não. Um presente, aprovação numa universidade, uma viagem para fora, etc. Entretanto, quando nos deparamos com situações ruins, como são julgadas, temos uma forte tendência a querer esquecê-las sem ao menos pensar de modo consciente como elas podem ter contribuído de algum modo.
Acredite, hoje, quando olho para mim, sinto uma ponta de orgulho quando revejo coisas do meu passado e percebo: caí, chorei, sofri e errei. Por outro lado, cresci, aprendi a me perdoar e a recomeçar. Sinto-me mais forte e não é papo de autoajuda. É viver. É experimentar o dito negativo e sobre[viver] a isso.
Por isso, neste momento em que escrevo, sou grata. Sou grata a tudo que me fez amadurecer, mesmo que tenha me custado lágrimas, momentos trancada em mim, em meu quarto e afastamento. Sou grata por ter uma família que, apesar das diferenças, está comigo, sempre; por ter pessoas com as quais cultivo um relacionamento bem próximo e aconchegante. Sou grata pelos gestos sutis e amorosos; às palavras de carinho, aos dias de risos, de compartilhamento de histórias e emoções. Sou grata ao que precisei encarar, como medos, situações desconfortáveis, brigas e catarse.
Sou grata por ter um corpo que mantém tudo em constante funcionamento. Tenho ar nos meus pulmões, pernas para trilhar minha estrada, olhos para ver o belo, uma mente para perceber o que é realmente necessário e um coração que sente, sente, sente e sente. Até demais.
À vida, obrigada!
Da página Viajantes Solitários:
"Na Índia, são ensinadas quatro leis da espiritualidade:
A primeira lei diz: “A pessoa que vem é a pessoa certa”. Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.
A segunda diz: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido”. Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.
A terceira diz: “Toda vez que você iniciar é o momento certo”. Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.
E a quarta e última afirma: “Quando algo termina, ele termina”. Estamos nessa vida para viver inúmeras experiências, e se continuarmos sempre voltando as mesmas páginas deixaremos de ler outros livros maravilhosos que só estão aguardando por uma chance para entrar em nossas vidas. Por isso vire a última página sem dor no coração e pegue o próximo livro.
Surpresas maravilhosas estarão te esperando, basta você abrir o livro e começar a ler esse novo capitulo da sua vida."

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