13:15:00

Eu olhava pela janela e via o verde em um movimento suave, hipnotizante e em compassos de um balé tão natural. Então eu sabia, meu destino só eu poderia fazê-lo. Talvez ele esteja lá, bem, bem ao norte dos meus sonhos, naquelas terras cinzas, salpicadas de cores noturnas. 

Como ele fez, também ousei, fechei meus olhos e desafiei os deuses, impondo minha vaga condição: eu seria o que eu quisesse fazer; fugiria do controle das cordas invisíveis laçadas a cada humano na terra. 

Eu vagaria por aquelas florestas e bosques, restabelecendo minha raiz, meu fio condutor que me liga a estes momentos todos, completos e misteriosos.

Eu veria, ao longe, sua mão, suave e firme, que protegeria minha caminhada na noite da grande descoberta. 

Eu alçaria o voo daqueles que ousaram ir além dos devaneios e desejos. Eu transcenderia.  


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