16:18:00
Eu nem esquento a cabeça, vou levando numa boa, num embalo lento, quase parando.
Eu não me importo com o suspense, com os suspiros no canto, com o andar vagaroso.
Eu me realizo mesmo é no contrassenso, nos desavessos de uma vida vermelha, regada a cheiros.
Sou uma paradoxo ambulante, talvez; um alguém que quer e ao mesmo tempo não um lar;
que deseja, deixando de desejar em seguida, a vida quieta demais, com ares de morno.
Então, sem responta, me levanto preguiçosa, ando descalça pelo chão frio e abro uma breja.
Vai que alguma resposta aparece no fundo da garrafinha.

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