Templo

13:04:00

“Quando você toca alguém, nunca toque só um corpo. Não esqueça que você toca uma pessoa e que neste corpo está toda a memória de sua existência. Assim, quando você toca um corpo, lembre-se de que você toca um Templo.”  

Quantas vezes nos esquecemos de que quando tocamos o outro, na verdade, tocamos outro universo, outro todo em si mesmo, outro templo?

Eu não sou apenas a orgânica, o que você vê e pode tocar. Eu sou muito mais. Eu sou meus pensamentos, minhas ideologias, meus sonhos, desejos, o que sinto, minha energia. Se tenho essa consciência, então, ao tocar outro corpo, tenho respeito, compaixão, empatia.

Quando outro universo encontra o meu, eu preciso sentir assim. Eu não quero e não devo violar o santuário de alguém. Eu preciso ser amor. 

Se meu santuário foi violado, eu não quero e não devo procurar fazer o mesmo. Pelo contrário, eu quero e preciso reconstituir meu equilíbrio, transpirar o que de negativo ainda mora no meu coração, seja a tristeza, a mágoa, a raiva e qualquer coisa assim. Só assim encontrarei a paz e o silêncio de meu templo. Só assim poderei voltar ao eixo e desejar e ser o bem.

Que o meu e o seu templo sejam amados, respeitados e aceitos em toda sua plenitude. O deus em mim saúda o deus que há em você.


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