Wake up!

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Há momentos da vida em que paramos e nos questionamos: o que estamos fazendo com os dias que nos foram dados?

Tempos atrás, uma pessoa falou algo, no meio da sua apresentação, que me fez ficar mais atenta: Quando a gente não sabe para que existe, a vida dá sono. Foi algo assim, na verdade. Eu guardei essas palavras e até agora estou ruminando isso. 

Os dias são corridos demais, exigentes demais para todos nós. Fazemos cada vez mais, em menor tempo, com menos recursos. São as obrigatoriedades dos dias. Mas, e aí, a vida se resumirá a isso, apenas? Triste, se for o caso. Mas tem sido assim para muita gente, uma sucessão de horas monótonas, mecânicas e/ou estressantes, desvairadas. 

Isso, definitivamente, não é viver; é sobreviver. Contar a hora do fim de semana, de um feriado ou das férias é a prova absoluta disso. A vida se tornou, para quem permitiu, uma perfeita engrenagem de uma chatice sem fim. Nos trancamos em casa ou em carros para evitarmos contato, pois temos medo demais. Saímos sempre à espreita, com receio de um assalto no ponto de ônibus, como o que ouvi esses dias. 

Estamos amordaçados pelo sistema e pela falta de sonhos. Quer dizer, sonhos existem, aos montes, mas eles estão amarrados a um querer que é subjugado por diversos outros motivos ou pretextos.

Ruminamos esses dias e pensamos quando a sorte virará. É preciso sair um pouco da matrix, observar o mundo lá fora, olhar para dentro e caminhar, mesmo que devagar e pesarosamente. Está chegando o dia de nos levantarmos e de sermos mais.




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